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Hipocondria

Transtorno psiquiátrico é caracterizado pela preocupação excessiva com doenças

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O que é hipocondria?

A hipocondria ou Transtorno de Ansiedade de Doença é uma condição psiquiátrica caracterizada pela preocupação frequente com o possível desenvolvimento de enfermidades. Pessoas com esse quadro cujo nome técnico é “nosomifalia” têm uma grande sensação de insegurança relacionada à saúde do seu corpo físico.

A preocupação e a insegurança são tão intensas que chegam a causar sofrimento aos indivíduos, motivando-os a buscar assistência médica constantemente para investigar eventuais patologias. Eles agendam exames com frequência e chegam a ir em pronto atendimento ao sentir qualquer sintoma, ainda que sejam coisas simples e naturais do organismo, como gases.

É comum que esses pacientes desconfiem das avaliações clínicas ou fiquem ainda mais preocupados com as informações obtidas a partir de testes e, assim, procurem outros especialistas, além dos já consultados.

O termo hipocondria, apesar de ainda ser utilizado pelo público leigo, não é mais empregado pelos profissionais da área. A condição se enquadra, atualmente, no grupo de “transtorno de sintomas somáticos e transtornos relacionados”, de acordo com a classificação do DSM-5 (5ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais).

Quais são os sintomas de hipocondria?

Essa condição psiquiátrica é marcada pela preocupação excessiva com a saúde e os desconfortos do corpo. Por se tratar de um transtorno de saúde mental, cada paciente pode apresentar os sinais físicos e emocionais de hipocondria de uma forma diferente.

Abaixo, estão os principais sintomas que indicam a presença desse distúrbio:

  • Sensações corporais normais percebidas como anormais: interpretação equivocada de sensações físicas comuns (batimentos cardíacos, pequenas dores ou fadiga) como sinais de uma doença grave
  • Busca frequente por sinais de doença: inspeção constante do corpo procurando anormalidades, como caroços, erupções cutâneas ou mudanças na cor da pele
  • Mania pela aferição de sinais vitais: checagem com frequência de indicadores de saúde como pressão arterial, temperatura corporal e batimentos cardíacos
  • Conduta de fazer o uso de medicamentos por conta própria, ainda que não haja necessidade
  • Sucessivas consultas: busca excessiva por exames e atendimentos médicos para obter confirmações sobre a saúde
  • Sintomas físicos diversos e flutuantes: queixas somáticas variadas, como dores, desconfortos ou sensações incomuns, sem causas médicas evidentes
  • Preocupação persistente com a saúde: medo constante e exagerado de ter ou desenvolver uma doença séria, mesmo após avaliações médicas negativas
  • Ansiedade e angústia: níveis elevados de ansiedade e estresse em relação à saúde
  • Dúvida e desconfiança em relação aos médicos: falta de confiança nos diagnósticos e recomendações médicas, levando a repetidas consultas e exames
  • Comportamentos de verificação e busca de segurança: repetição de comportamentos destinados a obter garantias sobre a saúde, como pesquisar sintomas na internet ou pedir constantemente a opinião de amigos e familiares

Confira outros distúrbios com manifestações similares:

  • Transtorno de somatização: caracterizado por múltiplos sintomas físicos sem uma causa médica definida, que podem durar anos
  • Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): preocupação excessiva e incontrolável com diversas áreas da vida, incluindo a saúde
  • Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC): presença de obsessões (pensamentos intrusivos e repetitivos) e compulsões (comportamentos repetitivos), incluindo incluir preocupações obsessivas com a saúde
  • Transtorno depressivo maior: abrange preocupações excessivas com a saúde e sintomas físicos como fadiga e dor
  • Transtorno de pânico: episódios súbitos de medo intenso, que às vezes são acompanhados por sintomas físicos graves, levando à preocupação com doenças cardíacas ou outros problemas
  • Transtorno de conversão: sintomas neurológicos, como paralisia ou cegueira, sem causa médica identificável, muitas vezes associados a fatores psicológicos

O que causa hipocondria?

Não se sabe ao certo as causas para o surgimento da condição. O quadro de hipocondria geralmente começa no início da idade adulta, embora possa se desenvolver em qualquer idade, e atinge homens e mulheres igualmente.

Algumas situações são capazes de aumentar a possibilidade de uma pessoa desenvolver o transtorno:

  • Histórico de uma doença séria na infância, com passado em hospitais
  • Ter convivido com familiares ou conhecidos portadores de uma doença grave
  • Morte de um ente querido
  • Ter um transtorno de ansiedade, de personalidade, TOC ou depressão
  • Ter familiares próximos com histórico de hipocondria
  • Traumas infantis, como abuso e negligência

Como é o diagnóstico de hipocondria?

Para um diagnóstico preciso, é essencial consultar um profissional de saúde mental. A identificação da hipocondria envolve primeiramente um exame físico, em que o especialista irá verificar se o indivíduo realmente tem alguma condição médica.

Além disso, o profissional fará uma avaliação psicológica, conversando sobre os sentimentos e comportamentos do paciente.

Os critérios de diagnóstico do distúrbio, conforme o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), são: preocupação por cerca de seis meses ou mais em ter uma doença séria baseada em sintomas corporais; ansiedade com essa preocupação e dificuldades na vida social, trabalho e na rotina diária.

Além desses fatores, o psiquiatra realizará a avaliação clínica para entender melhor os sintomas da pessoa que busca ajuda médica. Isso inclui a anamnese, com entrevistas detalhadas para explorar a história médica, psiquiátrica e familiar do paciente, e questionários específicos para medir a ansiedade relacionada à saúde.

O objetivo é identificar padrões de pensamento e comportamento que sugerem hipocondria, como a tendência do indivíduo de interpretar sensações corporais normais ou mínimas como sinais de doenças graves.

Para garantir um diagnóstico preciso, o psiquiatra geralmente trabalha em conjunto com outros médicos, incluindo clínicos gerais e especialistas relacionados às áreas do corpo onde se localizam as queixas do portador do transtorno.

Esses profissionais podem solicitar a realização de exames físicos e testes laboratoriais (para verificar a função da tireoide e se há uso abusivo de álcool e drogas), com a finalidade de excluir a possibilidade de condições médicas reais que possam explicar os sintomas do paciente.

Esse processo é essencial para diferenciar a hipocondria de outras doenças, pois muitas pessoas com o transtorno apresentam queixas físicas persistentes que precisam ser investigadas a fundo.

A abordagem integrada garante que todas as possíveis causas dos sintomas sejam consideradas e tratadas de maneira adequada, oferecendo ao paciente uma perspectiva clara sobre sua saúde e a melhor forma de gerenciar sua ansiedade.

Hipocondria tem cura? Qual é o tratamento?

A hipocondria não tem cura, mas há formas de tratá-la.

O tratamento possui diversas abordagens, como a psicoterapia e a psicologia cognitiva-comportamental, que permitem ao paciente reconhecer as causas de seu comportamento ansioso e construir mecanismos de enfrentamento que reduzam os sintomas.

Dependendo do quadro, o médico deve prescrever medicamentos que podem auxiliar no tratamento, como antidepressivos da classe dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina ou antidepressivos tricíclicos (que têm esse nome devido à presença de três anéis de carbono em sua composição).

Muitas vezes, tratar comorbidades, como ansiedade e depressão, também ajuda na evolução da recuperação da condição psiquiátrica.

Há formas de prevenir a hipocondria?

Não há formas conhecidas de se prevenir a hipocondria. Mas tratar o transtorno desde cedo faz com que a recuperação seja melhor, diminuindo os impactos na vida cotidiana.

No entanto, algumas medidas conseguem ajudar:

  • Procurar ajuda médica se notar problemas com ansiedade
  • Reconhecer quando estiver sob estresse, afetando o corpo, e procurar meios que ajudem a administrá-lo, como meditação ou técnicas de relaxamento
  • Seguir à risca o plano de tratamento proposto pelos médicos, a fim de evitar recaídas ou piora dos sintomas

Referências bibliográficas:

Mayo Clinic - Illness anxiety disorder

Manual MSD - Transtorno de ansiedade de doença

National Library of Medicine - Health anxiety and hypochondriasis in the light of DSM-5

CUF - Hipocondria

Medscape - Illness Anxiety Disorder Clinical Presentation

Cleveland Clinic - Illness Anxiety Disorder (Hypochondria, Hypochondriasis)

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